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Sabe  senhor,  hoje me levantei Com aquele sabor acre na boca O sabor delas, de cada uma delas em minha garganta, O sabor de suas amantes em meus lábios, ganham novos sabores Já não tão doce quanto em sua boca, Nas madrugadas as vejo.  As risadas escandalosas  Os breves e longos suspiros, de cada penetração, suspiros, densos outros nem tanto. As palavras e o vai vem de seus corpos, Como um baile, um devaneio A loucura que me invade, e a prisão A que toda noite, você me expõe Então  é a vez de sua boca, adentrar naquelas almas Quiçá  loucura mesmo É o que sinto Há de causar loucura Saber que seus lábios Prestam favores a tantas  mulheres, Há de causar um certo pânico Compreender que ama a cada uma delas Como um dia também me aprisionou, Sabe meu senhor, Tenho uma certa inveja de suas donzelas, Já que, após se aconchegarem em seus braços Chegam em casa E encontram alguém, a quem  chamar ...
O DONO DO MUNDO Aquele homem, era sim O dono do mundo, O mundo particular de Aramí Se fazia Deus, para os seus olhos Dono de seu amor e pensamentos, Quiças, pouco, muito pouco O que a negrinha podia lhe oferecer Porém, muito mais, são todas as bocas, pernas e vaginas Todas as vaginas do mundo Espalhadas por todos os cantos Vestígios delas por toda a casa O cheiro de cada uma delas, presos no corpo daquela negrinha No corpo dele , feito tatuagem E a boca Daquele senhor, dono do mundo Hoje causam náuseas e um certo horror Lhe beijas e traz consigo o sabor De todas as outras em seus lábios, Se antes dono de seu mundo, pequenino e tão sincero Hoje se vê  longe daquela negrinha Mas a contemplar o grande amor de sua vida Que não existe em particularidade Só se efetiva quando, reúne para si Todas as vaginas do mundo.
CALA BOCA MOÇA Cala boca moça Toda vez que em mim, repousares palavras vazias Cala boca moça, Quando ao pensares só em ti, Se esquece de toda a dor e sofrimento que em mim causou Cala boca moça, E afaste de mim Suas palavras medíocres e suas mentiras horrendas Cala boca moça, E leve contigo toda mensagem vergonhosa Cala boca moça, E suma de meus sonhos Se afaste de meus olhos Levando contigo  todas as suas ciladas e falsidades Cala boca moça, E se enterre como Antígona Ou se afogue dentro de si... Atordoada com o espelho Que apenas te devolve Em si, seu reflexo !!
Amai aos amores Amai aos amores, Amores estes que jamais falarão de seu comportamento hostil Quiças algumas o farão, como rebeldes inimigas pelos corredores Mas logo suas vozes serão tapadas pelo amor, pela veracidade canina. Medo e por todo escárnio Que lhe é costumeiro. Ah! Me pergunto Por que, quando contrariado essa voz viril, brava, dilacerante  me desautoriza No privado Me chama louca No público Sou desequilibrada. Difícil tarefa está, de explicar-lhe que violência Ah! Essa violência de socos, olhos e corpos dilacerados.... As vezes compreendo que esta violência naturalizada no tom de voz, na loucura, no desequilíbrio. A violência causada por seu prestígio provocada por sua bondade extrema pelo desejo do sucesso. Da representação do outro do corpo como objeto simples  a sua inteira disposição. Me causa medo, dialogo com este silencio que nos separa com esta fronteira entre os seus direitos e os meus. Esses braços tão rígidos e vi...
AMADA MINHA Ah! Esse seu jeito extremado de amar Amar a mim e a todas as mulheres este amor velado, arrebatado tão puro e original vaginal, anal aí me desculpe não sei,  Ama a todas como filhas  a todas como a ti mesmo  a todas,  cada uma em si como putas atiradas na esquina Não, meu nego meu chamego meu orientador das horas benditas você não é um  opressor escuto sua voz, sussurrando sussurrando quero o seu sucesso o teu sucesso amada minha Pretinha, Vem rebolar me contar putarias, das putarias que desejo contigo vem, vem, vem O resto é moral a moral controla nos descontrola, e eu, amada minha! Eu me faço seu deus mas vem pretinha vem! sinto já, meus dedos por entre suas pernas e seu sucesso chegando, uiii chegando Que delícia,  que delícia  minha putinha Amada minha Pense em nosso sucesso Quero fazer de ti uma mulher uiiii poderosa ! uma puta gostosa Mas rebola direitinho, bem direitinho ahhhh!!!! mas...
A4 No sufoco da folha em branco Ou na benção dessa superfície Posso inventar me Quiças, apenas aqui dizer nas palavras metafóricas De meus pecados e desejos O que lá fora seria espanto e desagrado
TERRORISMO Tudo em mim agora São náuseas e terror Se queria em mim ordem de sentimentos, Talvez melhor os encontre, na sala de um psicanalista! e em sua tentativa errônea Em acreditar, nas palavras, sua materialidade definha Como os órgãos de um morto em decompostas notas musicais, Desencanto.  Na poesia branca e em suas entrelinhas Nunca dita antes, deste homem que calado em vida Fala com os seus E agoniza em sua entre morte.

Interrogações

Ao seu lado, Sou silêncio Bicho acuado Que de tão ferido, Enjaulou-se ele próprio Na tentativa de se afugentar De ti e de si !

Palavras desfeitas

Uma lágrima se esvai De mim o que restou? Silêncios... Daquelas doces memórias De seus  afáveis encantos Palavras remotas, Palavras secretas Todas Palavras desfeitas.
BALADINHAS DE AMOR... Te tornastes uma empregadinha de luxo Empregadinha dos teus Se antes abusada e futurística Hoje apenas notícias do senso comum
CONVERSAS QUE TIVE CONTIGO As vezes tenho saudade mesmo, de quando em assunção era alguém desejante. O cotidiano faz perder encanto e  acreditar aos corações que de migalhas se vive
DESILUSÃO O que há dentro de mim é feio e nostálgico, Tento mais e mais afastar-me. De tudo que me parece feio e triste contudo, eu sou em si, toda palavra que nego.
Agora apenas o silêncio, a preencher minha alma O que penso me é sofrível é loucura, Por isso me calo Portanto nego, não sou mais que palavra esquecida Sonho que nunca ocorreu  é como morte embalada na esquina.
Almas Me roubaram o primeiro filho Foi bala perdida Abortaram o segundo Aquele ser não era bem vindo um engano, talvez? O terceiro amedrontada  e sofrida Dei lhe eu mesma cabo da vida...
Olhos azuis Não desejo os teus olhos azuis Os olhos azuis da menina  Pecole Estes teus olhos  azuis Quanta carnificina. Por estes teus belos olhos, azulzinho como o das princesas Como toda propaganda de gente bonita Sempre recordam de sua beleza Se  fosse eu, dona dos olhos teus Pedia a oxum que encarecidamente olhos bons eu ganhasse Seus olhos, te informo! Parecem sofrer de cegueira Ou de alguma enfermidade Fingem não me notar Ah! Penso eu Quanta cegueira há de padecer estes teus belos olhos